| Wilson Sons Estaleiros 
Notícias

19/5/2017 - Nova crise, novos valores

Muito se fala sobre a crise econômica que estamos vivendo nos dias atuais. Números mostram que o desemprego já bate na casa dos 12 milhões de brasileiros e que os pedidos de falência e de recuperação judicial subiram vertiginosamente este ano, em relação a 2015. No entanto, vale ressaltar que, mais que problemas econômicos, estamos enfrentando hoje uma crise moral, de valores e de confiança em nossos líderes, claramente refletida nos resultados das urnas de todo o país nas últimas três eleições, quando as abstenções atingiram 17,5%, 20% e 16,4%, respectivamente. Na política ou no ambiente corporativo, a falta de diálogo e de transparência nos processos tem sido uma queixa recorrente.

A solução para essa questão passa fundamentalmente por uma mudança de atitude da liderança. Como principal formador de opinião de sua equipe, o líder influencia, positiva ou negativamente, o comportamento de todos. Ele precisa ser o exemplo, agindo de maneira participativa, colaborativa e principalmente se colocando em uma posição acessível a todos. E, para isso, ele pode – e deve! – contar com o envolvimento do RH para a realização de conversas significativas e periódicas com seus colaboradores, com o intuito de promover o conhecimento mútuo e uma relação de transparência e respeito.

Vivemos um momento em que a ferramenta que faz a diferença nesse relacionamento empresa-funcionário é a conversa olho no olho. Em tempos de crise, uma avalanche de acontecimentos desperta sentimentos diversos nas pessoas, como receios, medos, preocupações. Cada um tem suas peculiaridades e reage a diferentes interações de formas distintas. As próprias reações no ambiente de trabalho podem se tornar exacerbadas em virtude da presença desses fatores externos. É papel do líder se conectar ao seu liderado e, com maturidade e generosidade, demonstrar empatia por quem está atravessando um momento conturbado.

Essa aproximação entre gestor e colaborador também facilita a solução de questões cruciais como lidar com uma pessoa desmotivada no time. Ao conhecer bem cada um de seus colaboradores, o líder entenderá mais facilmente os motivos que levaram ao surgimento de problemas e, com maior precisão, poderá identificar se é algo passageiro ou definitivo. Se for definitivo, o papel do líder é ajudá-lo nesse momento difícil de transição para uma nova etapa de sua carreira, construindo com o colaborador uma saída saudável, da maneira mais honesta e respeitosa possível. Quem fica, vê o respeito com que a empresa trata quem sai. Desse modo, a empresa se mostra coerente para criar credibilidade com a equipe e, a partir de então, com clientes, fornecedores e com a sociedade em geral.

E a mesma atenção e transparência precisam ser dadas ao colaborador que fica. Inquestionavelmente, é importante que ele tenha o entendimento das razões que levaram ao desligamento de outros colaboradores e entenda o quanto o seu trabalho é relevante e estratégico para a empresa, sentindo-se indispensável. Ao se enxergar como peça ativa dessa grande engrenagem, ele automaticamente toma para si o sentimento de dono pela empresa e passa a agir no ambiente corporativo como agiria em sua vida pessoal. Este é o real sentido da implementação de metas pessoais: para que todos tenham seu percentual de participação no sucesso (ou no fracasso) da companhia e se sintam responsáveis e donos da empresa. Ao término da crise, certamente, todos estarão mais maduros, eficientes e prontos para um recomeço.


Fonte: Plurare