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17/9/2015 - Diretor do Tecon destaca diferencial do Porto de Salvador

Discutir aspectos relevantes sobre a movimentação de carga baiana, desde as commodities até as cargas break bulk (fora de contêineres e com medidas de grandes dimensões), envolvendo os diferentes setores logísticos que atendem a este mercado. Este foi o objetivo do IV Seminário de Logística, realizado nesta quarta-feira (16), no Hotel São Salvador.



Promovido pelo Terminal de Contêineres do Porto de Salvador (Tecon), o evento teve a participação do presidente da Companhia Docas da Bahia (CODEBA), José Rebouças, do Diretor Executivo do Tecon, Demir Lourenço Jr, além do trade portuário.



Em entrevista ao Bahia Econômica, Demir disse que a empresa atua há 15 anos no Estado e que o seu projeto de longo prazo - segmento de serviços portuários - vai durar por mais 35 anos. De acordo com ele, a Tecon realizou nos últimos quatro anos um investimento elevado que aconteceu simultaneamente com os investimentos feitos pelos governos Federal e Estadual no canal de acesso do terminal de contêiner e na Via Expressa. “Hoje o porto de Salvador e a Tecon têm capacidade para movimentar, além de contêineres, cargas especiais (como a pá eólica que tem grande dimensão)”.



Fazendo uma alusão ao cenário de crise econômica que o país atravessa, Demir afirmou ser uma pessoa otimista. “No momento em que as coisas estão difíceis surgem as melhores oportunidades. Por exemplo, em eventos como esse Seminário de Logística podemos discutir oportunidades de melhorias para o setor, novas soluções e alternativas”, destacou.



Ao ser indagado sobre os efeitos na movimentação de cargas portuárias em Salvador devido à perda do “Grau de investimento” do Brasil, o diretor executivo disse que, de um modo geral, o rebaixamento da nota de rating do país “não é uma boa notícia”. “Entretanto, até 2009 o Brasil não de tinha o ‘Grau de Investimento’ e todos nós vivíamos. A economia real continua acontecendo, os investimentos de médio e longo prazos vão continuar ocorrendo. A parte que nos cabe é prover antecipadamente infraestrutura para que estejamos capacitados para movimentar bem as cargas depois que o momento desfavorável passar”, pontuou.



Demir ressaltou também que, não existem gargalos significativos no que diz respeito à movimentação de contêineres, cargas e projetos. Segundo ele, o porto de Salvador possui uma vantagem competitiva que não existe em nenhum outro terminal portuário do país: o eficiente acesso rodoviário. “Nenhuma cidade portuária do Brasil tem um acesso da zona industrial ao porto como o que nós temos aqui. Isso poderia ser divulgado melhor”, observou.



Em sua exposição, José Rebouças destacou que o setor de cabotagem é um dos mais promissores do país. Ele apontou que, além de apresentar uma ligação direta com a Via Expressa,  o porto de Salvador tem um dos melhores calados do Brasil e que, em relação à infraestrutura marítima, poucos terminais portuários possuem essa vantagem. “Porém, precisamos muito de uma ferrovia para dinamizar os serviços”, considerou.


Fonte: Bahia Econômica