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24/10/2016 - Serviço dá ganho de produtividade

Ganhos de produtividade e modernização operacional foram dois benefícios alcançados pela Wilson Sons, uma das maiores operadoras brasileiras de serviços portuários, marítimos e logísticos terrestres ao contratar um provedor de datacenter para hospedar todo seu ambiente crítico de produção. Mas teve muito mais, diz Guilherme Cruz, diretor de Tecnologia da Informação (TI) da companhia. "Passamos a ter um foco muito maior no negócio. Agora, não só temos serviços melhores, mais adequados e também reduções de custo, como também temos o tempo liberado para nos dedicar mais aos negócios, para gerar aumentos de receitas, ganhos de eficiência e menores custo", afirma.

A trajetória de sair de casa para um serviço mais especializado foi muito positiva, concorda Marcílio Calado, gerente de infraestrutura da Wilson Sons. Com 16 filiais, dezenas de operações de logística, dois terminais de contêineres, estaleiros e instalações em diversas capitais brasileiras, a empresa tinha a necessidade de manter uma infraestrutura de alta disponibilidade para garantir suas operações no esquema 24x7, ou seja, sem interrupções. "Nós operávamos, no Rio de Janeiro, num prédio onde a infraestrutura era deficitária, principalmente a parte elétrica, e não tínhamos pessoal especializado para gestão da área de TI. Depois que migramos para o datacenter da Equinix, no modelo de co-location, que gerencia mais de 300 equipamentos, com todos os sistemas críticos de produção da companhia, não tivemos nestes últimos anos nenhum incidente, de qualquer natureza", conta.

A economia nos custos da área de TI foi elemento fundamental para a adoção do modelo de co-location para hospedagem dos computadores da Wilson Sons, destaca Cruz. "Se tivéssemos que continuar na modernização do nosso CPD, teríamos um custo, incluindo depreciação, de R$ 1 milhão por ano a mais. Além disso, ainda teríamos que fazer um investimento inicial de R$ 5 milhões para ter um ambiente totalmente adequado", explica. A renovação do datacenter nesse modelo de negócios, no entanto, deve evoluir para um novo ciclo de investimento, indica Calado. "O planejamento da empresa projeta a adoção de uma infraestrutura tecnológica, na sua quase totalidade, em modelo de cloud, de serviços terceirizados na nuvem", afirma.

É um modelo que vem sendo experimentado com sucesso por várias empresas brasileiras, diz Vicente M. Neto, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Infraestrutura de Hospedagem na Internet (Abrahosting), que reúne mais de 700 empresas, com mais de dois milhões de sites hospedados que faturam R$ 600 milhões/ano. A Unik, uma das maiores processadoras de cartão de crédito do país, contratou a Locaweb para fazer a gestão da infraestrutura de TI, reduzindo o custo de suas operações em aproximadamente 29%, conta Luis Carlos dos Anjos, gerente de marketing da Locaweb.

Outro exemplo é o da FBits, empresa de tecnologia para o comércio eletrônico, de Curitiba, que atua no desenvolvimento de plataformas de e-commerce e ferramentas para lojas virtuais. Até 2015, a empresa utilizava mais de 50 servidores dedicados (físicos) instalados na IBM. A partir de janeiro de 2016, migrou para um datacenter virtual privado, na nuvem, com a EVEO, provedora de hosting e infraestrutura, localizada em São Paulo. Passaram a rodar seu ambiente de negócios totalmente no modelo de cloud computing. 


Fonte: Valor Econômico