WILSON SONS ESTALEIROS FOCA EM OPERAÇÕES DE DOCAGEM E VISLUMBRA POR NEGÓCIOS EM CABOTAGEM | Grupo Wilson Sons 
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07/7/2019 - Wilson Sons Estaleiros Foca em Operações de Docagem e Vislumbra por Negócios em Cabotagem

A indústria naval brasileira vive dias difíceis, o que exige das empresas nacionais muita habilidade para driblar o momento de estagnação do mercado. Para a Wilson Sons Estaleiros, uma alternativa tem sido as atividades de docagem. A unidade, localizada no Guarujá (SP), deve terminar o ano somando 29 operações do tipo, quantidade maior na comparação com 2018. “Estamos com essa programação de docagens para esse ano, sobrevivendo enquanto passamos por essa crise. Tudo leva crer que daqui a cinco anos essa fase passará”, projetou o diretor-executivo da empresa, Adalberto Souza. A companhia também está à espera do programa de fomento à cabotagem que foi prometido pelo Ministério da Infraestrutura, trazendo um amplo horizonte de novos negócios. Para o setor de óleo e gás, a Wilson Sons Estaleiros mantém boas perspectivas para o médio prazo. “Eu continuo vendo este mercado com bons olhos, vislumbrando uma demanda crescente. Mas não será para o ano que vem ou depois”, afirmou o executivo.  “Nossa perspectiva é de otimismo, mas para o médio prazo. A curto prazo, o foco são as adaptações das embarcações existentes”, complementou.

Poderia nos atualizar sobre os projetos atualmente em curso?

Em termos de projetos, vamos entregar nos próximos dias o segundo rebocador da série render recovery para a Wilson Sons Rebocadores, que faz parte do nosso grupo. É um rebocador de grande potência. Temos certeza que o Bollard Pull dele será o mesmo da outra unidade, em torno de 90 toneladas, o que o torna o mais possante do Brasil. 

A nossa sobrevivência está baseada em manutenção (docagens). Temos previsto para esse ano um total de 29 docagens. No momento, temos dois rebocadores da Wilson Sons Rebocadores em docagem. Eles devem sair essa semana e, em seguida, entram mais dois – um da Saam Smit e outro da Wilson Sons Rebocadores. Então, estamos com essa programação de docagens para esse ano, sobrevivendo enquanto passamos por essa crise. Tudo leva crer que daqui a cinco anos essa fase passará.

Como estão as negociações para novos contratos?

O que sabemos é que esse mercado offshore vai continuar parado até ser ativado novamente com os leilões. Então, no que se refere ao offshore, estamos trabalhando com adaptações. Coincidentemente, esta semana falei com um cliente offshore que tem duas transformações para fazer neste ano ainda. Outro mercado que gostaria de explorar um pouco mais é o de cabotagem. Todos estão falando muito sobre o novo pacote de medidas de estímulo à cabotagem e talvez isso nos ajude.

Fomos projetados para construção.  Não somos um estaleiro com projeto de manutenção. Lógico, a atividade de manutenção garante a nossa sobrevivência, mas não não é nosso fim principal. O governo está discutindo com as entidades de classe qual seria a melhor maneira para satisfazer a demanda de todos. Com certeza, o nosso sindicato vai propor melhorias, sobre o que poderia ser feito.

Quais são as perspectivas de crescimento para os próximos anos, passada essa fase de estagnação do mercado?

O que vemos de perspectiva é sobre essa questão que mencionei, sobre a demanda do Ministério da Infraestrutura para a área de cabotagem. Outra questão interessante seria o governo destinar uma verba para a Marinha. O que percebemos é que a Marinha tem projetos para execução, mas ainda faltam recursos. Como a Marinha é um ponto estratégico para o governo, repassar esses recursos vai gerar trabalhos para todos nós do setor de construção naval.

No último ano, a Wilson Sons Estaleiros obteve um bom resultado financeiro. Qual a previsão para 2019?

O nosso objetivo neste ano é garantir nossa sobrevivência, sem gerar prejuízos na empresa. Estamos trabalhando para não gerar prejuízo para nosso grupo. Esta é a grande vantagem do nosso estaleiro. Temos um grupo muito forte por trás que nos dá todo o apoio. A Wilson Sons Estaleiros é estratégica para o grupo, que tem 75 rebocadores. Mas mesmo tendo essa posição estratégica, estamos tomando conta da empresa. Então, todos os esforços são para repetir o resultado positivo do ano passado, apesar de ser difícil.

Também temos uma posição estratégica para o pré-sal da Bacia de Santos. Somos um estaleiro compacto e moderno. Conseguimos atender às demandas desta região com bastante tecnologia.

Falando em pré-sal, como o senhor avalia possíveis novas oportunidades na área de óleo e gás?

Eu continuo vendo este mercado com bons olhos, vislumbrando uma demanda crescente. Mas não será para o ano que vem ou depois. Teremos um grande leilão neste ano. Então, as empresas vão começar a parte exploratória, definição de poços e só  depois acontecerá a chegada dos FPSOs. Com a vinda desses navios-plataformas, com certeza a nossa região aqui será ativada. Nossa perspectiva é de otimismo, mas para o médio prazo. A curto prazo, o foco são as adaptações das embarcações existentes.


Fonte: Petronotícias